sábado, 23 de janeiro de 2016

Alvo do MP, Gaviões recebe R$ 712 mil públicos

Ao mesmo tempo em que enfrenta um pedido de bloqueio em suas contas feito pelo Ministério Público, a Gaviões da Fiel recebe verba pública. No último dia 11, a São Paulo Turismo S/A, que tem como sócia majoritária a prefeitura, autorizou um repasse de R$ 712.055,27 para a torcida. O dinheiro sai dos cofres do município.

A Gaviões da Fiel faz jus à quantia por participar do desfile das escolas de samba do Carnaval de 2014. O montante é igual ao de outras agremiações que estão no principal grupo e não há irregularidades no repasse.

Mas a transferência de recursos públicos contrasta com os processos movidos pelo MP contra a Gaviões. A promotoria cobra multa de R$ 30 mil reais, alegando que foi desrespeitado um acordo pelo qual a uniformizada corintiana se comprometia a não participar de brigas. Sua extinção também foi pedida.

Em 2014, a Gaviões da Fiel homenageará Ronaldo em seu desfile. É normal os homenageados fazerem doações às escolas.

Ministério Público vai pedir penhora dos bens da Gaviões da Fiel

A Décima Quarta Vara Cível de São Paulo negou pedido da Gaviões contra decisão que obriga a torcida a pagar uma multa de R$ 30 mil aplicada pelo Ministério Público de São Paulo. Por conta disso, o promotor Roberto Senise vai pedir a penhora de bens da uniformizada.

A aplicação da penalidade foi pedida em 2012 por causa da participação dos corintianos no confronto que provocou a morte de dois palmeirenses da Mancha Alviverde em março do ano passado.

Para o MP, a torcida descumpriu um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que prevê multa em caso de participações em brigas ou tumultos.

''Na segunda-feira vou iniciar o procedimento para identificar os bens e pedir a penhora. Muita é uma forma de pressionar as torcidas'', disse o promotor ao blog.

Na ação, a Gaviões alegou que a cobrança do MP foi baseada em ''conjecturas da mídia'' e que não tem como controlar todos os seus membros, por isso não poderia ser multada. Os argumentos não foram aceitos.

O blog telefonou para Ricardo Cabral, advogado da Gaviões, mas ele disse que não poderia atender por estar no trânsito. Depois, não atendeu ao celular.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Federação barra quarto corintiano e estuda adotar controle facial

A Federação Paulista de Futebol decidiu punir mais um corintiano que esteve preso na Bolívia e se envolveu em briga com vascaínos e policiais em Brasília. Fábio Neves Domingos, da Pavilhão Nove, está proibido de ir a jogos em São Paulo por 90 dias, segundo Marcos Marinho, responsável pelo departamento de segurança nos estádios da FPF. Reportagem do diário Lance! identifica Fábio como um dos envolvidos na confusão no Mané Garrincha.

Castigo semelhante já tinha sido aplicado a Leandro Silva de Oliveira e Cleuter Barreto Barros, que também ficaram presos na Bolívia sob a acusação de envolvimento na morte do garoto Kevin Douglas Beltrán Espada. Outro barrado é o vereador Raimundo Cesar Faustino, de Francisco Morato e integrante da Gaviões.

Marinho admite a dificuldade em identificar os torcedores vetados nos dias dos jogos. ''Estamos estudando uma medida que pode ajudar muito. Vamos analisar se se é viável implantar o controle facial'', afirmou.

Segundo ele, um programa analisaria imediatamente imagens registradas por câmeras nas entradas dos estádios comparando automaticamente fotos dos torcedores com as dos que estão barrados.

Além de punir os corintianos, a federação decidiu retirar castigos aplicados à Mancha Verde, do Palmeiras, e à Independente, do São Paulo. Elas estavam proibidas de entrar com faixas e camisas nos estádios, mas foram liberadas. Faz parte de uma mudança de estratégia. Segundo Marinho, a Polícia Militar explicou que fica mais difícil identificar os torcedores sem uniformes.

Justiça determina que Gaviões preste contas a descendente de Santos Dumont

Desde 2008 se arrasta na Justiça uma ação movida por descendente de Santos Dumont contra a Gaviões da Fiel. José Ribeiro de Barros Filho pede uma prestação de contas da escola de samba da torcida sobre o Carnaval de 2006, em que seu parente foi homenageado.

Ele teria direito a 10% do que a Gaviões faturasse com patrocínio para o Carnaval daquele ano. Porém, nada recebeu. A escola alega que não fechou contrato de patrocínio naquele ano. Por isso Ribeiro quer ter acesso à contabilidade referente ao desfile. O valor da causa é de R$ 240 mil.

Nesta quinta, o Diário Oficial de São Paulo publicou determinação da Justiça para que o autor da ação cumpra atos burocráticos para que a Gaviões seja intimada a exibir os documentos.

Em julho, a Justiça já havia determinado a intimação da Gaviões para prestar contas em 48 horas, confirmando decisão tomada em 2010.

Davi Gebara, advogado da torcida, afirma que como não foi intimado, então, não pode falar sobre sobre o assunto. O blog não localizou a advogada de Ribeiro.

Ministério Público faz nova tentativa de fechar Gaviões da Fiel

O Ministério Público fez uma nova tentativa de extinguir a Gaviões da Fiel. No ano passado, a Justiça negou pedido de extinção das principais organizadas do Estado. Nesta quarta, porém, o Diário Oficial publicou recurso interposto pelo MP. Na publicação, só a torcida corintiana aparece como agravada.

Procurado pelo blog, Davi Gebara, advogado da uniformizada no caso, disse apenas que se trata de uma apelação do Ministério Público para tentar fechar a Gaviões, após a decisão do ano passado.

Em 2012, o pedido de extinção foi feito depois de briga entre Mancha e Gaviões. Na ocasião, dois palmeirenses foram mortos, e o processo segue na Justiça.

A publicação no Diário Oficial não cita os argumentos usados no recurso. O pedido ainda será julgado.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Federação Paulista barra dos estádios vereador corintiano e torcedor preso em Oruro

O vereador Raimundo Cesar Faustino, o Capá, de Francisco Morato, e Leandro Silva de Oliveira, um dos doze corintianos que foram presos em Oruro, estão proibidos pela Federação Paulista de entrar nos estádios de São Paulo por 90 dias. A informação é de Marcos Marinho, do departamento de segurança nos estádios da FPF e chefe dos árbitros.

De acordo com Marinho, novas medidas podem ser tomadas dependendo das investigações da polícia de Brasília.

Imagens das confusões entre corintianos, vascaínos e policiais militares no último domingo, em Brasília, mostram a participação dos dois torcedores. Em seu blog, o vereador disse que chutou um policial para ajudar um torcedor que estava apanhando do agente.

Nenhuma torcida organizada do Corinthians será proibida de entrar uniformizada nos estádios. ''A Polícia Militar pediu para que a gente não proíba as camisas. Isso porque sem os uniformes fica mais difícil identificar as torcidas. Quando for o caso a polícia vai proibir as faixas'', disse Marinho ao blog.

Outros torcedores barrados têm conseguido entrar nos estádios com facilidade. Marinho disse que vai encaminhar para a PM fotografia dos dois para tentar facilitar a identificação nos portões de acesso.

Ele também declarou que está montando dossiês com registros de violência por parte de torcidas organizadas para auxiliar o Ministério Público no combate a elas. Os documentos podem ser usados, por exemplo, na ação do MP para tentar fechar a Gaviões da Fiel, da qual Capá é membro.

Ministério Público de SP pede suspensão de atividades da Gaviões por 120 dias

Como parte de um pacote de punições, o Ministério Público foi à Justiça para que a Gaviões da Fiel suspenda suas atividades por 120 dias. Não se trata apenas de impedir a entrada de seus integrantes nos estádios de São Paulo. A intenção é obrigar a principal uniformizada corintiana a parar de funcionar por quatro meses.

O promotor Roberto Senise Lisboa alega que a organizada descumpriu um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) assinado em 2011. Ela se comprometia a não ''promover, incitar ou estimular, ainda que como mero partícipe, a violência'' dentro e fora dos estádios.

Em seu pedido à Justiça, o promotor declara ser notório que a Gaviões descumpriu o acordo quando seus integrantes brigaram com vascaínos em Brasília. Por isso, pede que a torcida seja citada para em dez dias suspender as atividades.

Ele ainda fala numa multa de R$ 30 mil por partida, se a Gaviões comparecer aos estádios no período da suspensão.

Como o blog mostrou na quinta, o Ministério Público também entrou na Justiça para cobrar outra multa de R$ 30 mil reais, também sob a acusação de descumprir o TAC.

Em breve, o promotor fará à Justiça um novo pedido de extinção da Gaviões. Já existe um processo, iniciado após a morte de dois palmeirenses em confronto entre a organizada corintiana e a Mancha Alviverde, em 2012.

Por sua vez, o MP do Rio suspendeu a Gaviões em jogos no Estado por 90 dias. Já em Brasília as uniformizadas corintianas estão vetadas por dois anos.

Veja abaixo o pedido do promtor. Como presidente da torcida aparece o responsável por assinar o TAC, que já deixou o cargo.

Mark Paston

Mark Paston

Mark Paston

Mark Paston